*O texto contém alguns spoilers de Os Últimos Jedi*

 

Já não é a primeira vez que falamos aqui sobre reações diversas após o lançamento dos novos filmes da saga.

Star Wars: Os Últimos Jedi é o filme mais longo da franquia com 152 minutos e obteve uma série de críticas por várias razões no último mês variando entre como o personagem de Luke Skywalker foi tratado no filme, pouca profundidade nas origens do Snoke e até mesmo da família da Rey.

O que me assustou mesmo foi a notícia de que um ativista dos direitos dos homens, grupo conhecido como MIR, lançou uma versão editada de Os Últimos Jedi onde todas as cenas com mulheres foram excluídas.

Pra você que está se perguntando que tipo de cena foi cortada, aqui estão alguns exemplos:

  • Corte na maioria das cenas mostrando lutadores/pilotos/oficiais do sexo feminino;
  • Não há a personagem Holdo. Ela simplesmente não existe;
  • Leia nunca repreende ou questiona Poe;
  • Quando há uma cena em que uma mulher faz uma declaração importante ela é substituída completamente por qualquer outra cena em que um homem faz uma declaração;
  • Phasma morre mais rápido, porque mulheres são naturalmente mais fracas que os homens e ela não é adepta à Força.
  • Rose Tico não é formalmente apresentada. Ela aparece ocasionalmente em cenas que sorri para Finn.

O resultado final da edição não passa de mais uma ação racista e sexista por mais um grupo de homens que se sentem incomodados com o forte protagonismo feminino que a saga vem trazendo.

Alguns membros do elenco do filme como Mark Hamill e John Boyega juntamente com o diretor Rian Johnson reagiram em suas contas no Twitter sobre o ocorrido após lerem o verem a notícia no perfil da escritora Priscilla Page:

 

 

Bruna Alencar

Paulista. Ranger Urbana. Inimigo predileto: babacas de plantão. Caótica e adepta ao lado negro da força ♥